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sexta-feira, 9 de julho de 2010

HISTÓRIAS CIRCULARES

Era uma vez... a sabedoria das antigas amas e babás, que criaram histórias que não tem hora pra acabar! São as tais Histórias Circulares, que se contavam e recontavam e contavam de novo, até as crianças arteiras pegarem no sono... ZZZZZZZZ

A gente adora contar nas nossas apresentações (mas até agora ninguém caiu no sono, viu?). É que a brincadeira funciona se contarmos três vezes, meio que cantando, meio que contando. No final, o povo todo já está embalado com a história e brincando com a gente!

Uma delícia! Quer brincar também? Então aí vão algumas historietas prontas! Mas é claro que o bacana é dar o toque nosso de cada dia, e criar detalhes nas histórias... ou até criar novas idéias! Inspire-se e bom divertimento!


O SIRI: - Era uma vez um grande rio e beira do rio nasceu um coqueiro; debaixo do coqueiro tinha um siri. Quando o siri menos esperava caiu um coco na sua cabeça. O siri chorou, chorou, chorou... Suas lágrimas foram correndo, correndo, correndo... E formaram um grande rio... E na beira do rio nasceu um coqueiro; debaixo do coqueiro tinha um siri.... Quando o siri menos esperava...

MATATIAS: - Era uma vez um velho chamado Matatias, que tinha sete filhos e sete filhas. Tendo de fazer uma viagem, fez. No meio do caminho, se sentido cansado, sentou, chamou os sete filhos e as sete filhas e com a voz pausada assim começou: Era uma vez um velho chamado Matatias, que tinha sete filhos e sete filhas... (E a história continua...)

TOUREIROS: - Na Espanha havia dois toureiros; um de Barcelona e outro de Madri. Amavam a mesma mulher... Certa vez se encontraram na praça dos Touros, puxaram de suas espadas e... Pensam que se mataram? - Vou lhes contar o que aconteceu: Na Espanha havia dois toureiros; um de Barcelona e outro de Madri... (continua)

MANGABA: - Era uma vez uma família que gostava muito de mangaba e morava em um lugar que tinha muita mangaba. Foram todos para o mangabal e comeram mangaba. Comeram mangaba, comeram mangaba, comeram mangaba... (Você sabe, mangaba dá muito sono, não é?) Então eles dormiram, dormiram, dormiram... No outro dia quando acordaram, estavam quase mortos de fome. Então comeram mangaba, comeram mangaba... Comeram mangaba, comeram mangaba... (Você sabe, mangaba dá muito sono, não é?) Aí eles dormiram, dormiram...

BELARMINO: - Belarmino tinha uma flauta. A flauta é de Belarmino. Sua mãe sempre dizia: Toca a flauta... Belarmino... Tinha uma flauta A flauta é de Belarmino. Sua mãe sempre dizia: Toca a flauta... Belarmino... Tinha uma flauta. (sempre indefinidamente).

terça-feira, 1 de junho de 2010

CUIDADO COM O BEDELHO

Não atire o pau no gato-to, porque isso-so, não se faz-ai-ai... AI! MINHA SANTA PACIÊNCIA!

Quem foi que começou a colocar o digníssimo bedelho nessa história?

Quer saber um pouco mais sobre o politicamente correto nas cantigas e histórias pra crianças? Então veja dois trechos ótimos de matérias da VEJA.

E do que depender da Cia Prosa dos Ventos, o gatinho (da música) vai continuar levando bordoada. Afinal, como diz a professora Lydia Hortélio, há trinta anos dedicada à pesquisa sobre canções infantis brasileiras:

"Nunca se teve notícia de uma criança que maltratou um gato porque aprendeu a cantar Atirei o Pau no Gato".

ERA UMA VEZ... O POLITICAMENTE CORRETO!

Matéria 1 - Em tempos de comportamento politicamente correto, em que canções tradicionais ganham releituras higienizadas - "Atirei o pau no gato", por exemplo, virou "Não atire o pau no gato" - era de se esperar que as narrativas orais também se imbuíssem da ideia. Mas não é bem assim.

"Tenho horror ao politicamente correto, detesto quem muda final de conto de fada e deixa lobo sozinho. Eu acho importante a criança entender as crueldades do mundo e a própria crueldade, coisa que a narração de contos permite", diz Ana Luísa Lacombe. "A criança é maldosinha, porque é egocentrada e demora a desenvolver sua generosidade em relação ao mundo. Se ela só ouve histórias de gente boa, vai se sentir deslocada, porque ela, como todo mundo, não é só boa. E vai então perder a chance de se conhecer melhor, de saber que nomes têm os seus sentimentos."

Um pouco de bom senso, contudo, não faz mal, acredita Ana Luísa. "É preciso verificar a idade do público. Crianças com menos de três anos acreditam piamente nas histórias, ficam impressionadas e podem perder a confiança em quem as conta, a professora ou a mãe. Evito contar histórias com muito sangue para uma plateia dessa faixa etária. Pode ser muito perturbador. A partir dos quatro anos, o entendimento é mais tranqüilo."

"Eu sou crítico do politicamente correto tanto na infância como no mundo adulto", afirma Brenman. Para o narrador, contar histórias é fazer um contraponto ao mundo atual também nesse sentido - no campo dos significados e da forma de ver a vida. Se o mundo atual é asséptico, as histórias devem carregar alguma sujeira, algo que seja um acréscimo e um complemento ao cenário que se tem hoje, algo que o amplie.

A pesquisadora Regina Machado acha "absurdo" o filtro moralista por que alguns passam as histórias. "A função de uma história é simbólica, não literal. Ela atua em níveis profundos, tem muitas camadas de compreensão. É absurdo um adulto achar que sabe o que a criança vai perceber dela. Ele não sabe. A criança muitas vezes não dá atenção à violência da história, ela tem outros focos."

Matéria 2 - Há um novo fenômeno musical em curso nas escolas brasileiras: as crianças estão aprendendo versões adaptadas das velhas cantigas de roda. O que chama atenção nessas músicas são as letras politicamente corretas, nas quais personagens do folclore nacional deixam de ser assustadores, animais são reverenciados e o desfecho das histórias cantadas é invariavelmente feliz.

Adaptações na letra de músicas folclóricas sempre ocorreram – no Brasil e no resto do mundo. O que merece atenção nesse caso é o fato de as novas versões terem passado a fazer parte do currículo oficial em escolas brasileiras – e ainda por cima serem apresentadas às crianças como mais corretas do que as músicas originais. Daí a polêmica em torno do assunto.

Um dos argumentos mais usados pelas escolas para ensinar as novas letras é que elas têm função educativa. Por essa razão, muitas vezes são apresentadas aos estudantes ao lado da versão original, com o objetivo de enfatizar a diferença entre as duas e, ao final, fazê-los concluir que a canção politicamente correta traz exemplos mais positivos a ser seguidos.

Sobre o Não Atire o Pau no Gato diz-se que a letra estimula os estudantes a desenvolver um senso de "responsabilidade ecológica". O Boi da Cara Preta tornou-se "do Piauí" para soar menos assustador. Os professores também estão deixando de cantar o velho "Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal " para colocar em seu lugar uma versão em que não se pede ao cão para "calar a boca" – e sim "ficar quieto". A razão para tal mudança? Enfatizar a idéia de que homens e animais devem ter uma convivência pacífica.

As letras originais estimulariam o "medo" e o "lado violento" das crianças.

Os críticos apontam pelo menos dois motivos para repudiar o novo movimento musical.

- O primeiro é que, ao arbitrar sobre o folclore, ele provoca um empobrecimento cultural.

-Segundo a literatura especializada, há registro da presença de canções infantis brasileiras protagonizadas por seres assustadores desde o século XVII.

As cantigas de roda em questão são a expressão de tradições antigas e funcionam como o espelho da época em que surgiram. Espera-se até que, ao longo dos séculos, adquiram novos coloridos regionais e tenham suas letras pouco a pouco alteradas. O mesmo ocorreu com contos de fada como Chapeuzinho Vermelho, escrito no século XVII pelo francês Charles Perrault, que ganhou inúmeras versões. Tanto o caso das cantigas de roda como o dos contos de fada ilustram a dinâmica da tradição oral.

O que os difere, segundo os especialistas, é um ponto básico: enquanto os contos mantiveram em sua essência as ambigüidades e os conflitos típicos da espécie humana, as novas versões para as cantigas de roda são assépticas e desprovidas de emoção. Pior ainda: elas são apresentadas, de forma arbitrária, como a expressão de um ideal de comportamento. "O fato de uma meia dúzia de intelectuais estipular o que é certo ou errado no caso das cantigas de roda contém dois problemas: é autoritário e leva a uma visão caolha do ser humano", resume o filósofo Roberto Romano.

A outra ressalva dos críticos da leva de cantigas politicamente corretas é que ela parte de um pressuposto equivocado: que as crianças são influenciadas pela letra das músicas. Estudos sobre o assunto indicam justamente o contrário: que o que mais atrai as crianças nas cantigas de roda do mundo inteiro são o ritmo e as brincadeiras que se originam a partir delas – e não o significado da letra. Foi o que constatou uma pesquisa conduzida pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que perguntou a 3.000 crianças o que elas concluíam depois de escutar tradicionais cantigas de roda cujos personagens centrais eram seres assustadores: 83% responderam que nem sequer prestavam atenção à letra.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

TEXTO EM F

Será que é possível contar uma pequena história com dois personagens, onde um deles responde tudo com palavras começadas com a letra "F"?

É possível. Agora, não é nada fácil...

Dá uma lida e repare que tudo que em "ferde" está começado com "F":


- Faz favor ...

- O que deseja?

- Frango frito, fritas, feijoada, farofa.

- Quer pão?

- Fatias

- Refrigerante?

- Fanta.

- Gelada?

- Fria.

- Mais alguma coisa?

- Frutas frescas.

- Não temos. Mas temos sorvete.

- Frutare?

- Não.

- Frutili?

- Também não. Temos apenas sorvete de massa.

- Flocos

- Puxa, acabou de acabar.

- Fica faltando.

- Desculpe a indiscrição mas... posso fazer algumas perguntas?

- Faça!

- Qual é o nome do senhor?

- Fernando Fagundes Ferraz Ferreira Filho.

- Onde o senhor nasceu?

- Fortaleza.

- É casado?

- Fui

- Qual é o nome da sua ex esposa?

- Fernanda Ferreira.

- Tem filhos?

- Filha

- Qual o nome dela?

- Fabiana Ferreira.

- E o seu esporte preferido?

- Futebol

- Qual o último jogo de futebol que assistiu?

- Flamengo, fluminense.

- Trabalha em que?

- Fui ferreiro.

- Parou?

- Fui forçado

- Por que?

- Faltou ferro, faliu.

- O que o senhor fabricava?

- Fechaduras, facas, foices, ferramentas.

- Trabalha em que agora?

- Farmácia.

- Mexe com o que?

- Fosfáto, ferro, fenol.

- O que acha desse novo emprego?

- Fácil.

- Ah, assim não dá, não aguento mais. Olha aqui, vamos fazer um acordo: se você conseguir falar mais 6 palavras começadas pela letra F, pode comer o que pediu sem pagar nada.

- Falo! Foi formidável! Fazendo fiado, fico freguês!

E conseguiu...

sábado, 1 de maio de 2010

KAREN ACIOLY & TEATRO INFANTIL

A Karen Acioly criou o I Centro de Referência do Teatro Infantil, e vive batalhando pelo teatro para crianças, lá no Rio de Janeiro. Aqui em São Paulo, você encontra mais um sinal desse trabalho bacana que ela faz:
I Catálogo Livre do Teatro Infantil.

O livro tem realização da própria Karen, com parceria da Editora Aeroplano, da Funarte e do FIL - Festival Internacional de Intercâmbio de Linguagens. E olha o montão de coisas que o catálogo tem:

- Algumas Cias de Teatro Infantil pelo Brasil - com endereço eletrônico;

- Uma tabelona com endereços de pontos culturais;

- Debates sobre a produção de teatro infantil;

- Pessoas que lidam com teatro pra crianças fazendo perguntas para pessoas que também lidam com o teatro para crianças;

Dica legal pra todo mundo da área!

sexta-feira, 5 de março de 2010

NÃO CONFUNDA


A Eva Furnari
- que a gente ama de paixão - escreve, desenha e encanta com seus livros divertidos!

Uma dica rapidinha é
NÃO CONFUNDA.
A história rimada é ótima para contar, pois brinca com as palavras e com as situações absurdas que ela inventa.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

DICA DE BLOG LEGAL

A Livraria PanaPaná tem um blog bem bacaninha,
com dicas de livros, vídeos, contações e
espetáculos legais pra família!

Dá um pulinho aqui e confira.

Foi de lá que pegamos esse curta que dá fome de brincar!

Divirtam-se!

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Coleção Crianças Famosas!!


Mais uma dica de livro pra meninos e meninas de todas as idades.

E não é só um livro não, é uma coleção inteira!!

A coleção chama-se CRIANÇAS FAMOSAS, da Callis Editora.

São livros que falam da infância de grandes personalidades das artes, como Cartola, Jorge Amado, Beethoven, Anita Malfatti, entre outros do Brasil e do Mundo!

Vale muito a pena!

A garotada vai adorar ler sobre como esses garotos e garotas se transformaram em artistas reconhecidos mundialmente!

Quer saber mais, é só clicar aqui pra entrar no site da editora!

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

FELIZES PARA SEMPRE!

Era uma vez...

Nossa primeira dica do ano
é esta sopa de letrinhas coloridas
que alimentam a imaginação:
um livro delicioso de ler e
escrito por alguém que sabe contar histórias
de uma maneira deliciosa de ouvir.

A segunda dica é pra agradar ao paladar dos que apreciam boas peças:
quem estiver no Rio pode assistir à estréia do espetáculo
A LENDA DA MOURA TORTA
(Teatro do Jockey, 18:30).

O mestre-cuca-legal que
criou essas iguarias é o
tudo-de-bom

AUGUSTO PESSÔA.

Quer mais receitas culturais?
Dá um pulinho aqui e divirta-se!


E depois dessas dicas apetitosas,
todos viveram...

FELIZES PARA SEMPRE!

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Dica - Lampião e Lancelote

"Foi neste momento então
Que se ouviu uma risada
Mas como é que uma guerra
Podia ser engraçada?
E os gritos foram aos montes
Tornados em gargalhadas..."


Pra indicar esse livro, só rimando! Então, lá vai!

Dica mais que preciosa!
Este incrível artista-escritor
Faz desenho, rima e prosa
Excelente trovador.

A gente indica sempre
Este livro de escrita tão bela!
É artista diferente
Esse tal Fernando Vilela.

Corre logo, atrasado!
Sem perder a sua sorte
Comprar esse livro chamado
LAMPIÃO & LANCELOTE!!

domingo, 6 de dezembro de 2009

COMO ACHAR UM LIVRO

Livros para crianças são presentes relativamente baratos, bacanas e bonitos.
Mas na hora de comprar, a gente se depara com
bastantes broblemas...

- Você tem o nome do autor, mas não tem o nome do livro?
- Você tem o nome do livro, mas não tem o nome do autor?
- Você tem a idade da criança, mas não faz a menor idéia de que livro comprar?

Então clique em Livros para uma Cuca Bacana.
Ah, e depois guarde nos Favoritos. A gente tem certeza que este site da Crescer vai ser bem útil pra você!

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

DICA


Quem trabalha com crianças vai adorar este livro!

Dá pra criar coisas muito legais, e com materiais simples!

Vale a pena ter na biblioteca de casa ou da escola.

Ah, e ele é um excelente remédio pra uma tarde de chuva com as crianças em casa...




terça-feira, 3 de novembro de 2009

PRINCESINHA PUNZENTA


























O autor, Ilan Brenman, também narra histórias.
Ele escreveu uma porção de livros bacanas e divertidos, como este...

"ATÉ AS PRINCESAS SOLTAM PUM"
O pai de Laura pegou o livro secreto das princesas e contou para a filha algo que ninguém sabia... Descubram esse segredo e não contem pra ninguém.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

SONECA - 1


Dica ótima de livro:
A CASA SONOLENTA

A Audrey Wood escreveu a história (que é é uma delícia de ler!) e o Don Wood desenhou as personagens preguiçosas (que são um barato de ver!)

Bom pra ler na cama...

ZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZZ

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

BANHEIRONA


O REI BIGODEIRA E SUA BANHEIRA

Pra ler as letrinhas e viajar nos desenhos.
Aproveite esses dias friorentos e se aconchegue com o filhote pra uma leitura gostosa!

A autora é a AUDREY WOOD e os desenhos são do DON WOOD